Um belo dia estava subindo para a pracinha, para minha surpresa o vejo conversando com minha amiga, fiquei super chateada, imaginando que estava rolando algo entre eles, pois não havia comentado com ela o meu sentimento, mas com categoria passei por eles e os cumprimentei com toda educação que me ensinaram, sem demonstrar minha rejeição pelo fato no momento.
Após algum tempo ela chega na praça, sem que eu perguntasse algo, ela me diz que ele estava perguntando de mim. Uffa que alívio, a raiva passou a ser curiosidade. Queria saber tudo que conversaram, ela somente me disse para falar com ele, que me esperava ir ao seu encontro, porém o medo e a vergonha não consentiam este ato. Ela me contou do interesse por mim e que, ela sabia que eu também estava interessada em conhecê-lo. Ofereceu sua companhia para ir até onde ele estava. Pensei, repensei, calculei, viajei e decidi ir, ele me esperava no mesmo lugar onde conversavam a poucos minutos, uma varandinha numa casa antiga, onde hoje funciona um café, Dona Xica, imagina a minha emoção e o coração a mil por hora, nem palavras saía da boca para cumprimenta-lo, aliás ainda nem sabia seu nome...
Sentei no parapeito da varanda, assim como se estivesse toda segura e fiquei calada, pois só consegui dizer um OI. Ela ainda nos fez companhia por mais alguns minutos e subiu para se juntar ao restante do pessoal.
O momento mais longo e perfeito, eu calada de um lado e ele do outro. Até que um tomou a iniciativa de falar, adivinha quem?
Pois é, desta vez, ele começou a falar, me disse que tinha me visto várias vezes entrando na casa da minha amiga, me perguntou se eu morava lá. Então começamos a conversar coisas do dia a dia da gente, perguntei seu nome e me disse, Paulo Roberto, porém todos o chamava de Robertinho e assim ficou, Robertinho...
Assim foi nossa noite, conversamos sobre tudo um pouco, nos tornamos belos amantes da noite, pois à noite era nosso momento, quase todas de preferência, porém aos sábados ele ia embora pra sua cidade e o final de semana era longo, interminável, ficava a esperá-lo por horas sem fim. Somente o via na segunda-feira à noite...
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